quarta-feira, 6 de abril de 2011

ESCOLA DE ENSINO MEDIO MONSENHOR JOSE CARNEIRO DA CUNHA

ATIVIDADE DE PORTUGUÊS 2º ANO F-G

PROFESSORA ALICE NASCIMENTO

TEXTO 1

Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. A este respeito a influência do povo é decisiva. Há, portanto, certos modos de dizer, locuções novas, que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade.(MACHADO DE ASSIS. Apud Luft, Celso Pedro. Vestibular do português).

Vocabulário:

Transplantação - transferir de um lugar ou contexto para outro.

QUESTÃO 1

Ao ler o texto, concluímos que

(A) as mudanças do português da Europa para o Brasil evitaram inserir ao idioma riquezas novas.

(B) as alterações da língua estão condicionadas às necessidades dos usos e costumes e ao tempo.

(C) o português do século XVI é o mesmo de hoje, não sendo necessário parar a língua no tempo.

(D) os falantes do campo usam expressões atuais da língua mesmo sem sofrerem influência européia.

QUESTÃO 2

-Mas o que é isso minha gente?

-Tai uma coisa que eu queria ter...UM PÉ DE OLHO!

-Ah eu não, prefiro ter um pé de dinheiro! Pelo menos dá pra comprar um monte de coisas...

-UÉ, COM UM PÉ DE OLHO TAMBÉM DÁ!

-TEM TANTA COISA QUE NÃO POSSO COMPRAR PORQUE ME CUSTAM “OS OLHOS DA CARA”

No terceiro quadrinho da tira, observe o trecho da “fala” do personagem Verdugo –

...NÃO POSSO COMPRAR PORQUE ME CUSTAM OS OLHOS DA CARA...”.

A expressão destacada significa que o personagem deseja coisas que são

(A) desprezíveis.

(B) muito caras.

(C) impossíveis de se comprar.

(D) bastante populares.

TEXTO 3

Cadernos de João

(…) Na última laje de cimento armado, os trabalhadores cantavam a nostalgia da terra ressecada. De um lado era a cidade grande: de outro, o mar sem jangadas. O mensageiro subiu e gritou:

- Verdejou, pessoal!

Num átimo, os trabalhadores largaram-se das redes, desceram em debandada,

acertaram as contas e partiram.

Parada a obra.

Ao dia seguinte, o vigia solitário recolocou a tabuleta: “Precisa-se de operários”,

enquanto o construtor, de braços cruzados, amaldiçoava a chuva que devia estar caindo no Nordeste.

(Anibal Machado, Cadernos de João )

QUESTÃO 3

De acordo com o texto, a palavra “Verdejou” significa

(A) a saudade dos trabalhadores.

(B) o mar sem jangadas.

(C) a parada da obra.

(D) a chuva caindo no Nordeste.

TEXTO 4

A exploração da madeira na Amazônia

Cerca de 600 mil pessoas vivem da madeira na região Norte, destruindo anualmente milhares de quilômetros quadrados de florestas, ao que se soma a destruição na região Centro-Oeste e o pouco que resta da mata Atlântica. Em 1999, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ocorreram, entre julho e dezembro, mais de 1000 focos de incêndio por dia na Amazônia, dois terços deles em Mato Grosso, no Pará e em Rondônia. A isto se soma o envenenamento dos rios provocado pelas descargas de mercúrio dos garimpos. Os números da destruição de nossas florestas têm crescido a cada ano e algumas áreas do país já sofreram o fenômeno da desertificação.

(Português: linguagens, 7ª série/William Roberto Cereja, Thereza Analia Cochar Magalhães. – São Paulo:

Atual, 1998.)

QUESTÃO 4

Sabemos que fatos como este continuam acontecendo e que cada vez mais nosso planeta está sendo ameaçado.

A consequência que o fenômeno da desertificação acarretará às gerações futuras e ao nosso planeta é

(A) o aumento gradual de focos de incêndio por dia na Amazônia.

(B) a destruição anual de milhares de quilômetros quadrados de florestas.

(C) o aumento da produção de madeira legal na região Norte do país.

(D) a destruição dos garimpos em Mato Grosso, Pará e em Rondônia.

TEXTO 5

Quanto tempo resistimos sem comer nem beber?

Há registros de pessoas que suportaram até 200 dias sem comer, mas esse tempo sempre varia conforme a estatura. Sem água, porém, a resistência é bem menor e o estado de saúde torna-se bastante grave após cerca de 36 horas. Ficar sem comer por um ou dois dias normalmente não ocasiona problemas que possam afetar gravemente a pessoa. Essa situação não costuma causar mais que tonturas e dor de cabeça. “O jejumnão tem indicação para ser usado de forma rotineira sob o ponto de vista médico, mas

tem sido praticado desde a Antiguidade como preceito religioso para a purificação do espírito”, diz o endocrinologista Danilo Alvarenga de Carvalho. Quando feito sem controle médico, porém, o jejum pode implicar sérios riscos para a saúde, inclusive levando à morte. Sem a ingestão de alimentos, o organismo começa a queimar suas reservas de energia, principalmente as gorduras. Depois delas, consome as proteínas que compõem os tecidos. Ficar muito tempo sem se alimentar também provoca diversas alterações metabólicas e hormonais, com perda de vitaminas e sais minerais, alterações da pressão arterial, desmaios e problemas psicológicos. Mas a falta de água é bem mais grave. Um homem de estatura média contém em seu corpo aproximadamente 40 litros de água, necessária para resfriar o corpo.Além disso, a água transporta as substâncias tóxicas que sobram da nutrição para serem eliminadas pelos rins e intestinos. Numa pessoa saudável, existe um equilíbrio entre a quantidade de líquidos ingeridos e eliminados. A perda desse equilíbrio em poucos dias é o suficiente para matar.

(Superinteressante Especial: Mundo estranho, ago.2001.)

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QUESTÃO 5

No trecho “Além disso, a água transporta as substâncias tóxicas que sobram da nutrição...” (3º parágrafo), a expressão destacada desempenha a função de

(A) adição de ideias.

(B) comparação entre dois fatos.

(C) consequência de um fato.

(D) finalidade de um fato enunciado.

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